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AXIA Energia e Sítio Roberto Burle Marx atuam na conservação de espécies ameaçadas da Mata Atlântica

Ação integra projeto que reintroduz árvores raras em unidades de conservação do Rio de Janeiro, ampliando a diversidade e resiliência do bioma

Fotos de Divulgação/AXIA Energia

A AXIA Energia e o Sítio Roberto Burle Marx se uniram para a preservação de espécies ameaçadas da Mata Atlântica. Nesta sexta-feira (26/6), representantes da empresa e da instituição de pesquisa plantaram mudas de canela-sassafrás (Ocotea odorifera) e grumixama-açu (Eugenia villae-novae), classificadas como “Em perigo” pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), na área do Sítio, situado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As duas espécies não faziam parte do acervo botânico da entidade.

As mudas são cultivadas pela AXIA Energia como parte de uma ação de reflorestamento na Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio Macacu, no estado do Rio de Janeiro. Intitulado Sementes do Futuro em Macacu, o projeto recebe investimento de R$ 252 mil para o plantio, a partir de março de 2027, de 3 mil exemplares de espécies raras. Além da canela-sassafrás e da grumixama-açu, também será reintroduzido o oiti-mirim (Licania indurata).

“Reforçamos nosso compromisso com a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. A recomposição florestal contribui diretamente para a proteção de nascentes e para a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais da Bacia do Rio Macacu”, afirma Jader Fernandes, diretor de Licenciamento Ambiental da AXIA Energia.

O projeto produz até 40% de mudas adicionais por espécie, compensando eventuais perdas ao longo do processo. Parte desse excedente será destinado a instituições parceiras, como o Sítio Roberto Burle Marx, para iniciativas de pesquisa científica, conservação ex-situ (fora do habitat natural) e educação ambiental.

"A valorização da flora brasileira esteve no centro da trajetória de Roberto Burle Marx. A incorporação desses exemplares à coleção botânica do Sítio amplia as oportunidades de estudo, documentação e difusão do conhecimento sobre plantas nativas ameaçadas da Mata Atlântica", pontua Marlon da Costa Souza, coordenador da Conservação da Coleção Botânica e Paisagística do Sítio Roberto Burle Marx.

Segundo ele, as plantas destinadas pela AXIA Energia foram previamente acompanhadas e avaliadas pela equipe técnica do Sítio, seguindo os protocolos adotados para o ingresso de novos materiais na coleção.

O Sementes do Futuro em Macacu integra as condicionantes ambientais da linha de transmissão Adrianópolis–Loop Venda das Pedras–Macaé 1. Duas unidades de conservação da APA foram selecionadas para receber as espécies: o Parque Municipal Urbano de Cachoeiras de Macacu (Parque da Cidade) e a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA).

A AXIA Energia fará o monitoramento e manutenção das mudas por um período de cinco anos, etapa considerada essencial para garantir o pleno estabelecimento das árvores. Também promoverá ações de educação ambiental, com a participação de estudantes da rede pública e membros da comunidade no plantio, fortalecendo a conscientização sobre a importância da conservação da biodiversidade.

Espécies estratégicas para a Mata Atlântica

As espécies selecionadas pelo projeto desempenham papel fundamental na recuperação dos ecossistemas. A canela-sassafrás, historicamente explorada por sua madeira e óleos essenciais utilizados na produção de fragrâncias, cosméticos e medicamentos, é considerada uma espécie-chave em florestas em estágio avançado de regeneração. Seus frutos alimentam aves e mamíferos, contribuindo para a dispersão de sementes e o equilíbrio ecológico.

Já a grumixama-açu é indicada para a recuperação de matas ciliares e áreas degradadas, além de atrair fauna dispersora. O oiti-mirim, por sua vez, favorece as interações ecológicas desde os estágios iniciais da restauração, ao fornecer alimento para aves e pequenos mamíferos e estimular a formação de um estrato arbóreo mais diversificado.







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