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Fórum Brasil Mais Verde debate sobre plataforma de investimento e mercado de carbono

TEXTO E FOTOS POR LUIZ FERNANDO DE ALMEIDA BELLO, Colunista de Plurale

Do Rio de Janeiro

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério da Fazenda (MF), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) promoveram, nesta quinta-feira (2), o Fórum Brasil Mais Verde, primeira edição de um encontro voltado a posicionar o país como plataforma de investimentos, inovação e competitividade na transição para uma economia de baixo carbono.



O evento - realizado na sede do BNDES - reuniu ministros de Estado, o presidente do BNDES, a presidente da Petrobras, o presidente da COP30 e lideranças dos setores público e privado para debater os avanços e os desafios regulatórios e de financiamento da transformação ecológica brasileira, organizados em cinco temas-chave:

- Restauração florestal;
- Minerais críticos e estratégicos;
- Agricultura regenerativa, bioinsumos e biofertilizantes;
- Armazenamento de energia e baterias; e
- Transporte sustentável e biocombustíveis.
Serviço

Em sua apresentação, o Ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco (foto abaixo), salientou a maciça presença de mulheres nas atividades relativas à preservação e à recuperação ecológica do Brasil. A ação em defesa do ambiente deve ser planejada de forma estruturante, como vem fazendo o atual governo. Capobianco citou, como exemplo de sucesso do enfoque adotado, a forte redução do desmatamento.



O Ministro destacou também o incremento do capital catalítico para dinamizar as atividades desenvolvidas. Segundo o Ministro, o Brasil, com o trabalho desenvolvido na transição energética, conquistou a confiança do restante do mundo. "Credibilidade duramente conquistada". E, ampliando sua liderança na transição, o Brasil apresenta soluções concretas para descarbonizar a mobilidade urbana com as inovações que permitem a produção e o uso de biocombustíveis.



O primeiro Painel - sobre Restauração Florestal (foto acima) - foi moderado por Garo Batmanian, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Dentre os painelistas: Ana Paula Machado, subsecretária de Regulação e Metodologias da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (MF); Thiago Picolo, CEO da Re.green; Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES; e Juliano Assunção, diretor-executivo do CPI/PUC-Rio. Destacou -se a apresentação feita por Campello, que mostrou o trabalho do Banco, em recuperação, que emprega impressionantes 86 mil pessoas na atividade.
Tereza citou as dificuldades na união de desenvolvedores e computadores. Para resolver, o BNDES lançou o pró carbono 2, recebendo as demandas de crédito de carbono e lançando leilão a base de contratos públicos. É um edital pode chegar a R$6 bilhões. Para ela, a recuperação florestal transcende a transição energética justa.

Tereza Campello, diretora do Banco, lançou a ideia de regular um mercado de biodiversidade, o que favoreceria em muito o Brasil. Ideia aplaudida pela plateia.



O segundo painel, sobre Terras Raras e Minerais Críticos (foto acima), foi moderado por: Carolina Grottera, subsecretária de Transformação Ecológica da Secretaria Executiva do MF. As apresentações ficaram por conta de Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (MDIC) ; Vitor Ornelas, sócio da Régia Capital; José Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES; e Cláudia Salles, gerente de Sustentabilidade e Assuntos Associativos do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)

Carolina falou sobre os mecanismos para mitigar riscos tecnológicos e ambientais e a importância de transformar minerais críticos em uma cadeia de produção sofisticada no Brasil. Em seguida, Cláudia Salles do Ibram citou a disponibilidade de minérios, energia e capital científico que existe no Brasil para criar uma indústria "verde" com os minerais críticos no Brasil.

O Diretor do BNDES, José Gordon, lembrou que o mundo não quer mais depender integralmente da China, mas os países desenvolvidos querem importar minério e agregar valor em casa. O Banco trabalha para que todo o valor seja agregado no Brasil. FINEP e BNDES realizaram edital para conhecer os projetos existentes para, depois, determinar a melhor forma de financiá-los. A Petrobras e o Banco estão se preparando para trabalhar em conjunto, inclusive com decisiva participação nas pesquisas do Cenpes - Centro de Pesquisa da Petrobras. Segundo Gordon, encontraram os melhores depósitos de terras raras, em termos mundiais, aqui no Brasil. Ainda melhor, na opinião de Gordon: em regiões como o sul de Minas, que já dispõe de toda a infraestrutura para mineração. "Podemos ser produtores com mínima pegada de carbono", disse..



O quarto painel - Armazenamento de Energia: Baterias e Segurança Energética (foto acima)- foi moderado por: André Andrade, assessor especial do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e teve como Painelistas: André Perim, diretor de Planejamento e Outorgas de Geração de Energia Elétrica da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (MME); Ana Paula Torquato, gerente de Relações Institucionais da WEG; Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES; e Fabio Monteiro Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE).

O moderador, André Andrade, abriu o painel comentando sobre a necessidade de ação conjunta de setor privado, governo e academia. Segundo ele, o armazenamento de energia é indispensável para o sucesso da transição energética justa. ‎A pergunta de André para os painelistas: "Como desenvolver uma indústria nacional de baterias que atenda as exigências do mercado nacional e seja competitiva frente aos produtores do resto do mundo".

Fabio da Absae foi o primeiro a responder. Primeira iniciativa, o leilão de armazenamento, anunciado recentemente pelo governo, é um necessário primeiro passo. O gargalo hoje fica por conta do custo de capital, o que indica a necessidade de incentivos fiscais no sentido de tributar com justiça produtores e consumidores.

A gerente da Weg, Ana Paula, afirmou que não haverá transição energética sem a presença de baterias. A descarbonização deve ser feita com a eletrificação oriunda de fontes renováveis, o que torna indispensável desenvolver os instrumentos para realizá-la, como, por exemplo, baterias. Na verdade, um processo de industrialização. Na sua visão, estamos na direção correta e com financiamento adequado. Hoje, é fundamental acelerar o processo de implantação das medidas que combinem adequadamente oferta e demanda.

André Perim falou que o leilão será responsável pela inserção em larga escala do armazenamento no mercado brasileiro de energia elétrica. Explicou que as regras do leilão procuram induzir a produção de baterias em território nacional.

Do BNDES, Ana substituiu Luciana, que não pôde comparecer, e lembrou que só o Brasil possui sistema quase totalmente integrado. "Precisamos escalar a tecnologia e, com este objetivo, julga necessário estimular o setor privado a se dedicar à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação", disse.







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