POR MAURETTE BRANDT, ESPECIAL PARA PLURALE
DE PARATY (RJ)
FOTOS DE DOVULGAÇÃO/ @FLIP_SE

A primeira mesa do dia 24 de julho na Flip reuniu a escritora alemã radicada no Brasil Carmen Stephan e o médico Dráuzio Varela (FOTO ACIMA/ DIVULGAÇÃO/ FLIP). Os dois contraíram malária e estiveram próximos da morte - escreveram livros sobre suas experiências. Em seguida, os arquitetos Josê Godoy, brasileiro, e Solano Benitez falam de monumentos que recordam atrocidades e lugares marcados por tragédias que não se consegue visitar. E sobre os conceitos de humanidade, respeito ao outro, de preservar a memória e a compreensão entre os povos.

A seguir, uma conversa deliciosa com a Ministra do STF Carmen Lúcia, entrevistada pela jornalista Paula Miranda (FOTO ACIMA; DIVULGAÇÃO - FLIP). Com um.bom humor incrível e convcções fortes, a ministra compartilhou com a audiência seu respeito pela democracia - que, como disse, “a gente tem que regar diariamente”. Defendeu o direito à vida das mulheres e criticou duramente o crescimento dos feminicídios. "Parem de nos matar! Porque nós não vamos morrer! Não entenderam, não?".

A mesa seguinte reuniu a brasileira Flávia Péret e a argentina Juliana Corrêa (FOTO ACIMA; DIVULGAÇÃO - FLIP), que escreveram livros sobre a demência. A primeira falou sobre a avó e a segunda sobre a mãe. Momento de ternura e entendimento sobre processos dolorosos, mas que tiveram de enfrentar. Em seguida, a baiana Bethânia Pires Amaro e a Nathacha Appanah, nascida nas ilhas Maurício, visitaram histórias de mulheres mortas por seus companheiros ou por homens que as exploraram - e que tiveram seus corpos desfigurados; marcas de violência que demonstram necessidade de marcar e de destruir.

A última mesa do dia reuniu Katie Kitamura, que vive em Nova York, e a espanhola Marta Perez-Carbonell (FOTO ACIMA; DIVULGAÇÃO - FLIP), que falaram sobre a inventividade da escrita.
E vamos que vamos, porque o sábado e o domingo guardam mais surpresas para nós.
Ora, se uma única cidade histórica como.Paraty consegue realizar, em cinco dias, pelo menos 600 eventos literários e educativos, é sinal que ler e ouvir são gêneros de primeira necessidade para a alma humana. Sintoma básico de que nem tudo está perdido!










