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Além do berço: Diageo concede dias remunerados para pais que cuidam de recém-nascidos em casa

Líder em bebidas premium conta com política de licença familiar estendida de seis meses, promovendo a paternidade real e a divisão equitativa das tarefas de cuidado.

Às vésperas de mais uma celebração do Dia dos Pais, a Diageo, líder mundial em bebidas alcoólicas premium, coloca no centro do debate público a consolidação de sua inovadora política de parentalidade. Mantida pioneiramente pela companhia desde 2019, a iniciativa foca na paternidade real e na responsabilidade familiar compartilhada, tendo como principal pilar a licença familiar estendida de seis meses totalmente remunerada para todas as configurações de família.

A política busca desmistificar a ideia de que o papel do homem no lar nos primeiros meses de vida do bebê é secundário. Ao garantir o mesmo tempo de afastamento remunerado para mães e pais, a Diageo reforça a paternidade ativa e apoia diretamente uma divisão equitativa das tarefas de cuidado no ambiente doméstico. Além disso, a abrangência da política vai muito além dos escritórios ou do time de vendas, contemplando também toda a operação da Ypióca, o que demonstra o alcance e a capilaridade real do benefício em diferentes setores da empresa.

A implementação e a sustentação desse modelo refletem a sólida visão de ESG da empresa. Um reflexo direto dessa sustentabilidade e da forte cultura interna é o índice de adesão: no Brasil, nos últimos três anos, 100% dos homens que têm filhos na companhia aderem à política. Para Viviane Besani, Diretora executiva de Recursos Humanos da Diageo Brasil, a licença parental igualitária é essencial para a atração de talentos e sobretudo para a quebra de barreiras de gênero no mercado de trabalho.

"Arcar com políticas consistentes de parentalidade e de cuidado compartilhado não é um custo, mas sim um investimento direto no desenvolvimento social. Quando incentivamos a divisão das responsabilidades domésticas, removemos o 'viés da maternidade' que historicamente trava carreiras femininas. É uma mensagem clara: o cuidado é compartilhado e o crescimento profissional da mulher não deve ser penalizado pela vida familiar. No Dia dos Pais, reforçamos que a presença paterna ativa nos primeiros meses de vida do bebê é um passo fundamental para construir um mercado de trabalho muito mais justo e equitativo", destaca Viviane.

A experiência de quem viveu a mudança

Guilherme Martins, CMO da Diageo Brasil, foi o primeiro executivo homem na região a usufruir integralmente da licença familiar de seis meses na companhia.

A jornada pessoal de Guilherme exemplifica a evolução desse direito. No nascimento de seu primeiro filho, quando estava em outra realidade profissional, ele pôde usufruir apenas do período padrão de cinco dias de licença-paternidade, já no nascimento de seu segundo filho, a vivência dos 180 dias revelou um abismo de diferença na dinâmica familiar.

Guilherme Martins (CMO da Diageo Brasil) e família. Foto: Arquivo pessoal

"Quando você tem apenas cinco dias, não existe divisão real de responsabilidades; o pai assume o papel de ajudante. Já em seis meses, você de fato assume a rotina de cuidado, as noites em claro e as tarefas. Como homem na liderança corporativa, também enfrentei o receio inicial de que minha carreira pudesse ser prejudicada pela ausência prolongada, uma insegurança angustiante que as mulheres historicamente enfrentam sozinhas na maternidade. Vivenciar esse período me tornou um líder muito mais empático, acolhedor e focado em garantir que a paternidade e a maternidade nunca limitem o desenvolvimento de carreira de ninguém", relata Guilherme Martins.

A licença segue em destaque na companhia e foi utilizada recentemente por Thiago Bordalo, Gerente Sênior de Finanças. Aos 38 anos, Thiago, que está em sua segunda passagem pela Diageo, já conhecia o benefício antes mesmo de retornar à empresa e sempre o enxergou como um enorme diferencial competitivo e humano. Pai do pequeno Miguel, de sete meses, fruto de seu casamento com Letícia Amoroso, ele relata o impacto profundo que o período teve em seu núcleo familiar.

Thiago Bordalo (Gerente Sênior de Finanças da Diageo) com a esposa Letícia e o pequeno Miguel. Foto: Arquivo pessoal

"Durante a licença, tive a curiosidade de pesquisar e descobri que menos de 1% dos pais no mundo têm a oportunidade de passar seis meses em licença-paternidade. Esse dado reforçou o quanto este benefício é especial e um privilégio para toda a família. Gosto de dizer que, quando nasce um filho, também nasce um pai. Enquanto a mãe vive essa transformação desde a gravidez, o pai muitas vezes constrói esse papel na convivência diária. Estar presente ativamente me permitiu acompanhar cada pequena evolução do Miguel, dividir de verdade a rotina intensa com a Letícia e construir uma conexão única. Normalmente, os bebês encontram conforto principalmente no cheiro e na presença da mãe, mas eu tive o privilégio de perceber que meu filho também se acalmava comigo. É uma experiência extraordinária que levarei para sempre", afirma Thiago Bordalo.

Responsabilidade social e o debate nacional:

O compromisso da Diageo ultrapassa as barreiras de seus escritórios e fábricas, transformando benefícios corporativos em avanços para toda a sociedade. A trajetória de Giuseppe Mari, coordenador de políticas públicas da Diageo Brasil, é o reflexo prático dessa missão.

Giuseppe iniciou sua jornada na companhia na área de comunicação, onde se dedicou intensamente a dar o devido destaque ao benefício da licença familiar estendida de seis meses. A partir desse trabalho percebeu que a pauta ultrapassava as fronteiras de uma política interna e deveria se tornar um direito de todos os cidadãos brasileiros. Já atuando no departamento de relações governamentais e políticas públicas da companhia, Giuseppe cofundou a CoPai (Coalizão Pai Presente), um movimento multissetorial que reúne pessoas, empresas, coletivos e instituições em prol da regulamentação da licença-paternidade estendida, remunerada e obrigatória no país.

Giuseppe Mari no 3º Fórum Agentes de Transformação em um painel para debater o papel dos homens no cuidado e no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.Foto de Divulgação

A atuação estratégica da coalizão gerou frutos históricos: a implementação da recém-aprovada Lei Federal nº 15.371/2026. A nova legislação estabelece o aumento gradual da licença-paternidade no Brasil, iniciando em 2027 com 10 dias obrigatórios e se estabilizando em 2029 com 20 dias de licença.

"A licença-paternidade não deve ser vista como um benefício corporativo isolado ou um privilégio, mas sim como um direito fundamental da criança ao afeto e uma ferramenta indispensável para a equidade de gênero. Ver que a nossa mobilização com a CoPai e a vivência prática que temos na Diageo ajudaram a pavimentar o caminho para a aprovação da Lei 15.371/2026 mostra que o papel das empresas vai muito além do privado. A transição gradual que começa em 2027 rumo aos 20 dias em 2029 é uma vitória histórica, mas o mercado precisa continuar liderando e priorizando essa pauta para que o impacto social e a divisão do cuidado tenham de fato a proporção e a escala que as famílias brasileiras necessitam", defende Giuseppe Mari.

Ao associar o Dia dos Pais à celebração e ao fortalecimento da licença familiar de 6 meses, a Diageo reitera que a paternidade real exige presença física, apoio institucional, tempo de qualidade dedicado ao lar e, acima de tudo, políticas públicas que protejam e incentivem o direito ao cuidado desde o primeiro dia do bebê em casa.







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