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Febraban Tech 2026: Bradesco debate contabilidade climática e destaca meta de R$ 450 bilhões em negócios sustentáveis

Fabiana Costa, Superintendente de Sustentabilidade do banco, abordou avanço das métricas quantitativas e importância de soluções sob medida para apoiar a transição dos clientes

São Paulo, 25 de agosto de 2026 – A transição para uma economia de baixo carbono passa cada vez mais pela capacidade de medir, comparar e dar transparência aos impactos climáticos. A adoção de métricas claras, dados padronizados e referências comuns para o mercado de carbono esteve no centro do painel "De olho na contabilidade climática: como padronizar dados, métricas e o mercado de carbono", que fechou o segundo dia do Febraban Tech 2026, nesta terça-feira (25).

Representando o Bradesco no debate, Fabiana Costa, Superintendente de Sustentabilidade, abordou o amadurecimento da agenda e o avanço de uma abordagem baseada em métricas quantitativas, capazes de apoiar a avaliação de riscos e oportunidades relacionados à transição climática. Nesse processo, segundo a executiva, referências regulatórias e uma taxonomia clara contribuem para aumentar a comparabilidade das informações e qualificar as análises realizadas por empresas e instituições financeiras.


Fabiana Costa no segundo dia de Febraban Tech. Créditos: Paulo Cesar Rocha e Mauro Silva


Para Fabiana, um dos desafios está em incorporar definitivamente o tema à estratégia dos negócios. É nesse contexto que o setor financeiro também assume um papel de orientação e apoio às empresas em suas jornadas de transição. "Nosso papel vai muito além do financiamento da transição climática. Atuamos estrategicamente junto aos clientes, apoiando as empresas para que consigam migrar de uma visão em que a sustentabilidade é percebida apenas como custo para uma agenda de oportunidades, capaz de impulsionar negócios e contribuir para a mitigação de riscos", destaca Fabiana.

Essa atuação já se traduz em volume de negócios. Em 2021, o Bradesco estabeleceu a meta de direcionar R$ 250 bilhões para negócios sustentáveis até dezembro de 2025. Com o sucesso da estratégia, o banco ampliou o objetivo, e pretende chegar a R$ 450 bilhões até dezembro de 2026.

Padronização para ampliar transparência e comparabilidade

Durante o painel, as executivas presentes também destacaram o potencial da padronização de dados para reduzir assimetrias de informação entre os diferentes agentes do mercado. A construção de referências comuns permite ampliar a comparabilidade e trazer mais elementos para análises de crédito, decisões de investimento e estruturação de soluções relacionadas à economia de baixo carbono.

"A contabilidade climática é, na essência, uma forma de tratar a sustentabilidade também de maneira quantitativa. A padronização regulatória ajuda a reduzir a assimetria de informação e permite que o mercado trabalhe com métricas cada vez mais comparáveis. O Brasil tem avançado nessa agenda, e o desafio do setor financeiro é continuar transformando esses dados em decisões de negócio e em uma comunicação cada vez mais transparente", avalia Fabiana.

Nesse cenário, o desenvolvimento da agenda regulatória também contribui para que sustentabilidade e desempenho financeiro sejam analisados de maneira cada vez mais integrada, permitindo identificar riscos, oportunidades e necessidades específicas de diferentes setores da economia.

Soluções sob medida para diferentes jornadas de transição

O debate também abordou o papel consultivo das instituições financeiras junto à economia real. Com uma carteira diversificada, o Bradesco atende empresas em diferentes estágios de maturidade na agenda climática. Por isso, segundo Fabiana, a atuação passa tanto pelo desenvolvimento de soluções financeiras quanto pelo letramento de clientes e das próprias equipes comerciais.

"Não é trivial inserir a sustentabilidade em uma abordagem comercial, porque não estamos falando de um produto de prateleira, mas de soluções sob medida. Nosso papel é engajar e preparar a economia real, conectando as estratégias climáticas ao momento de cada empresa. Cada jornada precisa considerar as necessidades e a materialidade daquele cliente, olhando para a transição verde como uma oportunidade de negócio", explica Fabiana.

A executiva também citou iniciativas que ampliam as possibilidades de financiamento da transição, como o programa EcoInvest, e ressaltou que o crescimento dos negócios sustentáveis evidencia uma demanda crescente das empresas por soluções associadas à agenda.







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