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Agropalma utiliza puerária para reforçar a resiliência da palma diante dos efeitos do El Niño

Planta de cobertura ajuda a conservar a umidade, reduzir a erosão e favorecer o ciclo de nutrientes nos cultivos da companhia

Foto de Divulgação/Agropalma

Com a confirmação do El Niño e a probabilidade superior a 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos, o início de 2027, práticas agrícolas voltadas à conservação do solo e da água ganham relevância para a produção agrícola na Amazônia. Segundo o Painel El Niño, elaborado por INPE, INMET e Cemaden, a região Norte enfrentará chuvas abaixo da média e altas temperaturas, uma combinação que aumenta a evaporação, diminui a umidade da terra e eleva o risco de deficiência hídrica para culturas perenes.

Como resposta a esse cenário, na Agropalma, empresa brasileira, parte do grupo Daabon, reconhecida mundialmente como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma, uma das estratégias de manejo utilizadas para fortalecer a resiliência do cultivo da palma de óleo é a manutenção de plantas de cobertura, entre elas a puerária (Pueraria phaseoloides).

Dinâmica no campo

Cultivada entre os dendezeiros, a puerária forma uma manta sobre o solo que o protege da exposição direta ao sol e do impacto das precipitações. Na prática, a presença dessa vegetação conserva a umidade, reduz processos erosivos, favorece a infiltração de água e aprimora a dinâmica de nutrientes, garantindo a qualidade da área.

“Quando pensamos em um período de estiagem, não basta olhar apenas para a palma, é necessário cuidar do que sustenta essa cultura. Essa espécie auxilia justamente nisso, porque mantém a superfície protegida, contribui para conservar a umidade e cria condições mais favoráveis para a lavoura atravessar períodos de menor disponibilidade hídrica”, explica Josivaldo Pereira da Silva, gerente Agrícola da Agropalma.

A experiência da companhia está ancorada em pesquisas realizadas em áreas de cultivo de palma no Pará. Um estudo conduzido no município de Tailândia (PA) avaliou a Pueraria phaseoloides como adubação verde e apontou seu potencial para proteção superficial e no acúmulo e circulação de nutrientes. Por ser uma leguminosa, a espécie também fixa nitrogênio no sistema, reforçando seu papel estratégico.

“A puerária não é simplesmente uma planta que fica entre as palmeiras - ela faz parte de um sistema de manejo. Além de proteger o solo, a biomassa, ou matéria orgânica, que se acumula, retorna para o sistema participando dessa ciclagem de nutrientes. É uma prática que trabalha de maneira contínua a favor da lavoura e do seu desenvolvimento”, afirma Pereira.

Adaptação preventiva aos extremos climáticos

Para a Agropalma, essa abordagem integrativa busca conciliar produtividade e conservação ambiental, visto que a capacidade da lavoura de frutificar depende diretamente da saúde da terra e da superação de um possível estresse térmico a ser sofrido.

“A resiliência da lavoura não depende de uma única ação. Ela é construída com diferentes práticas de cultivo que, juntas, ajudam a cultura a enfrentar condições adversas. Cuidar do solo é uma delas, porque a terra, quando bem protegida e manejada, dá mais suporte produtivo ao longo de todo o ciclo”, defende André Borba, diretor Agrícola da Agropalma.

A importância desse tipo de manejo tende a crescer à medida que a agricultura precisa lidar com maior variabilidade climática. Dados recentes do Cemaden já confirmaram seca moderada e severa no centro-sul do Pará, ratificando os alertas de estresse hídrico na região Norte.

Ao incorporar a conservação do solo ao plantio, a Agropalma transforma uma prática agronômica em ferramenta de adaptação climática, assegurando eficiência produtiva mesmo em períodos de estiagem.







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