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ACIE realiza coletiva de imprensa sobre a COP31



O que o Brasil vai levar para a COP31?

A presidente da ACIE (Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil) Diana Kinch, realizou hoje (11/09) na ABI, uma coletiva de imprensa com as convidadas Marina Grossi, presidente da CEBDS, e Ana Toni, CEO da COP30.



Foto da mesa: Marina Grossi, presidente da CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), Diana Kinch, presidente da ACIE e Ana Toni, CEO da COP 30.

Resumo da coletiva:
• Marina e Ana devem articular com a equipe de transição do próximo governo a pauta de sustentabilidade e descarbonização.
• CEBDS e parceiros devem consolidar a plataforma única de priorização de projetos para evitar dispersão de iniciativas.
• Equipe técnica deve finalizar a regulamentação do Mercado de Carbono até o final deste ano.
• Representantes devem entregar a carta das favelas e comunidades tradicionais à presidência da COP31.

Visão Geral
O Brasil posiciona-se como provedor de soluções climáticas globais, focando na década da implementação para atingir metas de descarbonização. O setor privado e o governo buscam alinhar recursos naturais a competitividade econômica, priorizando a transição energética e a integridade climática em fóruns internacionais como a COP31 na Turquia.

Estratégia para a COP31
O Brasil levará três documentos principais para a COP31: um mapa do caminho para o abandono de combustíveis fósseis, um plano para zerar o desmatamento e a degradação florestal, e uma estratégia para mobilizar US$ 1,3 bilhão em financiamento para países em desenvolvimento. A atuação foca em acordos plurilaterais e na agenda de ação para além das decisões por consenso.

Infraestrutura Digital e Inteligência Artificial
O debate sobre data centers no Brasil reflete a ausência de uma política nacional de infraestrutura digital. A instalação de unidades de processamento exige know-how e transferência de tecnologia, além de maior controle sobre os dados gerados. A demanda energética por IA altera os cenários de transição energética previstos no Acordo de Paris, exigindo uma revisão da política de energia renovável.

Mercado de Carbono e Integridade
A regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões está em curso, com foco na criação de uma agência reguladora específica. O Brasil promove uma coalizão aberta com União Europeia e China para harmonizar regras e taxonomia. O setor de agronegócio permanece como exceção na legislação atual, sem data definida para inclusão no mercado regulado.

Protagonismo de Comunidades Vulneráveis
A Rede Favela Sustentável mapeou mais de 400 iniciativas de mitigação climática em territórios periféricos. O Brasil defende a inclusão de populações vulneráveis nos indicadores de adaptação da ONU. A meta é garantir que tecnologias desenvolvidas em favelas sejam reconhecidas formalmente como soluções climáticas na COP31.

Paradoxo do Petróleo e Recursos Naturais
O Brasil lida com a abundância de petróleo e recursos renováveis simultaneamente. A estratégia empresarial foca em utilizar os royalties e receitas do setor de óleo e gás para financiar a nova economia. A transparência e a rastreabilidade de cadeias produtivas, como a do nióbio, são apontadas como essenciais para garantir a ética e a competitividade nacional.

Decisões Tomadas
• CEBDS, Itaúsa e CNI formaram uma joint venture para criar uma plataforma única de priorização de projetos climáticos.
• Coalizões setoriais (transporte, energia, agricultura, mineração) estabeleceram metas de emissão líquida zero até 2050.
• Governo iniciou a regulamentação do Mercado de Carbono com cronograma de conclusão para o final do ano.

Próximos Passos
• Nova York Climate Week em setembro servirá como palco para o anúncio de novas iniciativas de financiamento.
• Equipes técnicas devem realizar interlocução com a equipe de transição governamental após o segundo turno das eleições.
• Presidência da COP 31 receberá as demandas das favelas e comunidades tradicionais para análise de inclusão na agenda oficial.



Foto da E/D: Marina Grossi, presidente da CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), Diana Kinch, presidente da ACIE e Ana Toni, CEO da COP 30







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