POR SÔNIA ARARIPE E FELIPE ARARIPE, DE PLURALE
FOTOS DE DIVULGAÇÃO E AGÊNCIA BRASIL

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo - Porto Alegre/RS/2024
Que o clima está mudando, todos já sabemos. Mas a chegada do fenômeno El Niño com cada vez mais força e seus impactos para a sociedade estão sendo estudados com toda a atenção por especialistas, preocupados com as consequências de forma distinta para diferentes camadas da população. Plurale foi a campo ouvir alguns dos principais estudiosos no tema para saber que parcelas da sociedade serão mais atingidas, confirmando que os mais idosos, especialmente em situação de vulnerabilidade, serão os principais atingidos - e o que fazer para evitar maiores danos.
Plurale procurou acadêmicos, especialistas das áreas médica e de seguros, assim como representantes de ONGs para avaliar este cenário. Capazes não só de traçar um cenário, mas, principalmente, de sugerir mudanças e soluções de ajustes de rota a fim de proteger os que podem estar mais expostos aos fenômenos climáticos extremos, como secas severas, inundações e ondas de calor intensas este ano e ao longo de 2027.
Previsão
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Pesquisador e Professor Fábio Hochleitner. Foto de Divulgação/COPPE
A Organização Meteorológica Mundial, OMM, ligada à ONU, acaba de alertar que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses, com severos impactos nos padrões de precipitação e temperatura. Impulsionado por um aquecimento incomum no Oceano Pacífico, a probabilidade de o fenômeno climático durar até fevereiro de 2027 é excepcionalmente alta, segundo a agência. De acordo com a OMM, o El Niño deve atingir o seu pico de intensidade no final deste ano de 2026; e os riscos elevados de secas, inundações e ondas de calor extremo se estenderão ao longo de 2027.
Idosos entre os mais vulneráveis - De acordo com Fábio Hochleitner, meteorologista, pesquisador e Coordenador do Núcleo de Observação da Terra do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia, da COPPE-UFRJ, os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à variabilidade climática, em especial a possíveis eventos meteorológicos extremos, como, por exemplo, as ondas de calor. “Com o envelhecimento, o organismo perde parte da capacidade de regular a própria temperatura; e a percepção de sede também pode diminuir. Além disso, são mais frequentes doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, hipertensão e diabetes. Por isso, uma onda de calor que representa desconforto para uma pessoa jovem pode representar um risco importante para uma pessoa idosa”, alerta.
O professor adverte ainda que, com relação a ondas de calor, não basta somente acompanhar valores de temperatura máxima ao longo dos dias, pois noites muito quentes também são preocupantes. “Quando temos vários dias de calor intenso e a temperatura permanece elevada durante a madrugada, o organismo não consegue se recuperar adequadamente do estresse térmico do dia anterior”.
Mercado segurador
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Claudia Prates, Diretora de Sustentabilidade da CNseg. Foto de Divulgação/CNseg
Para o setor segurador, este cenário de mudanças climáticas extremas significa trabalhar cada vez mais com adaptação e gestão de riscos. Enchentes, inundações, vendavais, granizo, raios, deslizamentos, secas e incêndios são riscos que podem gerar enormes perdas econômicas e sociais. Entretanto, a proteção ainda é muito baixa: de acordo com levantamento da CNseg (Confederação Nacional de Seguradoras), disponível na publicação “Radar de Eventos Climáticos e Seguros”, apenas cerca de 9% das perdas econômicas dos desastres climáticos são cobertas pelo mercado segurador brasileiro. Em 2024, esse índice chegou a 13%.
Na avaliação de Claudia Prates, Diretora de Sustentabilidade da CNseg, diante desse cenário, o setor também precisa evoluir de uma abordagem baseada predominantemente no histórico para uma atuação mais preditiva, incorporando cenários climáticos de médio e longo prazo à gestão dos riscos e à precificação. “A agenda climática envolve, portanto, antecipação, prevenção, proteção e recuperação. O desafio do mercado não é apenas indenizar depois do desastre, mas ajudar a sociedade a se preparar antes dele. Para isso, temos atuado proativamente na ampliação da oferta de coberturas mais adequadas aos novos cenários de riscos climáticos”, opina Claudia.
Adicionalmente ao desenvolvimento de produtos mais adequados aos diferentes níveis de risco, a Diretora de Sustentabilidade da CNseg avalia que será preciso aumentar a utilização de dados climáticos e o trabalho em conjunto com governos para reduzir a exposição e a vulnerabilidade da população. A CNseg, por exemplo, relata que desenvolveu uma ferramenta de risco climático que permite consultar riscos de inundação e deslizamento por CEP, disponível para consulta no site da Confederação. Outros riscos serão adicionados até meados de 2027.
“Essa agenda, naturalmente, não é responsabilidade exclusiva do setor segurador. A adaptação exige a atuação coordenada de governos, empresas e sociedade, com investimentos em infraestrutura, planejamento urbano, sistemas de alerta e redução da exposição aos riscos. O seguro é uma importante camada de proteção financeira, mas não substitui as políticas de prevenção”, afirma.
Longevidade
O Brasil viu a pirâmide geracional se inverter nos últimos anos. O que era considerado um país de jovens, hoje tem uma das populações que mais rapidamente envelhecem no mundo: projeções do IBGE indicam que, em 2050, mais de 30% dos brasileiros terão mais de 60 anos. Atualmente, as gerações convivem harmonicamente em casa, no trabalho e nas relações sociais.
No Brasil, o Censo Demográfico 2022 do IBGE mostrou um crescimento de 57,4% no número de pessoas com 65 anos ou mais em apenas 12 anos, e o grupo com 60 anos ou mais já ultrapassa 32 milhões de pessoas, ou 15,8% da população. Ao mesmo tempo, o ano de 2024 foi o mais quente já registrado, e o IPCC confirma que a última década foi a mais quente dos últimos 125 mil anos. Essas duas curvas estão subindo juntas - e isso cria uma nova complexidade de risco.
A evidência de que os idosos são desproporcionalmente afetados é concreta. No caso do Furacão Katrina, nos Estados Unidos, 71% das fatalidades foram de pessoas com mais de 60 anos. Estudos internacionais, como uma metanálise publicada na Environmental Health, associam enchentes a maior risco de mortalidade justamente em comunidades com alta proporção de idosos - e pesquisas na Escócia identificaram aumento da mortalidade cardiovascular entre pessoas acima de 85 anos durante ondas de temperatura extrema. A Cruz Vermelha Internacional também destaca que a dificuldade de mobilidade em situações de catástrofe - como evacuar uma área durante uma enchente ou um incêndio florestal, por exemplo - é um dos principais fatores de mortalidade entre idosos em desastres, sobretudo os que moram sozinhos ou que dependem de cuidadores.
O Professor Jorge Félix, autor de "A (difícil) decisão de envelhecer" (Editora da Unicamp), e docente na pós-graduação em gerontologia da USP, pesquisador Fapesp no Pagu Núcleo de Estudos de Gênero da Unicamp e no Centre National de la Recherche Scientifique, em Paris, destaca que o mundo passa por quatro transições: a demográfica, a climática, a tecnológica e a epidemiológica. “Essas transições dialogam uma com a outra. E são todas desafiadoras. Podemos constatar que a população idosa é uma das grandes vítimas dos eventos extremos. São as pessoas idosas que não conseguem escapar de tempestades, incêndios, inundações, ondas de calor etc. Sem dúvida esse tema está na agenda e muitas pesquisas com essas correlações já estão sendo produzidas no Brasil e mundo afora”, afirma.
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Professor e Pesquisador Jorge Félix/ Foto de Divulgação
Cultura do cuidado
O médico Alexandre Kalache, especialista em Saúde Pública e Envelhecimento, autor de “A revolução da longevidade” (Editora Vestígio, 2025) - e palestrante sobre o tema, destacou em evento para convidados a relação direta entre o tema e a vulnerabilidade da população mais velha: “A gente já viu o reflexo das mudanças climáticas em relação às pessoas idosas no Rio Grande do Sul. As principais vítimas eram as pessoas com menos capacidade de resistir”. Kalache destacou em sua palestra que, em um país que envelhece tão rapidamente em meio a desigualdades alarmantes, desenvolver uma cultura do cuidado é imperativo. “Não me refiro apenas ao setor de saúde. Neste, parece-me claro, a ênfase dada ao 'curar' em detrimento do 'cuidar' é estarrecedora. O cuidado deve abranger todas as dimensões da vida, adotando a perspectiva de curso de vida, da infância à velhice. A menos que todos compartilhem a função de cuidar - em vez de atribuí-la só às mulheres, sobre quem a tarefa recai na maioria das vezes -, veremos um contingente enorme de pessoas idosas negligenciadas, sem que suas necessidades mínimas sejam atendidas, inclusive, claro, homens idosos”, falou Kalache.
Em entrevista para Plurale, a Dra. Margareth Dalcolmo, pneumologista e uma das principais referências no Brasil no tratamento de idosos a crises respiratórias agudas, citou um estudo publicado na revista The Lancet, que aponta 48% de probabilidade de que ocorra uma nova pandemia com um milhão de mortos nos próximos dez anos: “Isso está muito ligado à maneira com que o homem vem predando o meio ambiente - e aos desastres climáticos de que estamos sendo vítimas. No Brasil, os oito grandes problemas causados pelo clima e pelo meio ambiente nos últimos anos geram uma mortalidade que seria evitável; e quem morre são pessoas idosas, sobretudo mulheres, porque muitas mulheres idosas são responsáveis por lares brasileiros”.

Dra Margareth Dalcolmo. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil
As mudanças climáticas e o envelhecimento da população brasileira estão entre os desafios que vêm influenciando as estratégias do Grupo Fleury. A companhia tem incorporado riscos climáticos à gestão de suas operações e, ao mesmo tempo, ampliado investimentos em iniciativas voltadas à prevenção, à saúde e à longevidade.
Em entrevista exclusiva para Plurale, o Dr. Edgar Gil Rizzatti, presidente da Unidade de Negócios Médica, Técnica, Hospitais, Novos Elos e Inovação do Grupo Fleury, explicou que a empresa trata as mudanças climáticas tanto sob a perspectiva dos negócios quanto da gestão de riscos: “No Grupo Fleury temos tratado as mudanças climáticas nos âmbitos de negócio e de gestão de riscos, considerando tanto os impactos que eventos climáticos podem gerar sobre nossas operações quanto as oportunidades de inovação que surgem nesse contexto”, afirma.
A companhia estabeleceu como meta alcançar o net-zero até 2050 e vem trabalhando na redução das emissões de gases de efeito estufa, com metas alinhadas à metodologia da Science Based Targets Initiative. Entre as frentes adotadas estão a ampliação do uso de energia renovável, a eficiência logística, a mobilidade sustentável e o engajamento da cadeia de fornecedores.
Até o momento, o Grupo Fleury informa não ter identificado em seus dados um aumento específico de doenças associadas às mudanças climáticas entre a população idosa. A companhia considera, porém, que a emergência climática tende a ampliar a pressão sobre os sistemas de saúde diante da maior ocorrência de ondas de calor, enchentes, secas e surtos epidemiológicos.

Dr. Edgar Gil Rizzatti. Foto de Divulgação/Grupo Fleury
Bruna Guimarães, especialista em adaptação climática do Instituto Clima e Sociedade (iCS), destaca que riscos associados a ondas de calor, enchentes e à piora da qualidade do ar tendem a afetar, de forma mais intensa, as populações vulneráveis: “Os eventos climáticos extremos afetam mais as populações vulneráveis, e as pessoas idosas entram nessa categoria. Elas são particularmente vulneráveis quando consideramos eventos como ondas de calor, enchentes e a piora da qualidade do ar”, declara Bruna.
Segundo a especialista, episódios de poluição atmosférica podem se intensificar em situações de incêndios florestais, especialmente quando relacionados a períodos de seca meteorológica. A vulnerabilidade da população idosa pode ser ainda maior quando combinada a fatores socioeconômicos, como renda e condições de moradia. Diante do envelhecimento da população e do avanço das mudanças climáticas, Bruna ressalta que o preparo do país para enfrentar eventos extremos deve envolver diferentes áreas, entre elas o sistema de saúde.

Bruna Guimarães/Foto de Divulgação/iCS
Soluções - E quais seriam as providências e medidas a serem tomadas para evitar o maior impacto para a população mais idosa?
O meteorologista e pesquisador da COPPE-UFRJ, Fábio Hochleitner, lembra que preparar uma sociedade que está envelhecendo para um clima mais variável exige planejamento. “Precisamos identificar onde estão os idosos mais vulneráveis, principalmente, aqueles que vivem sozinhos, e combinar essas informações com mapas de calor, qualidade do ar, risco de incêndios, enchentes e deslizamentos”. E cita que, no LAMCE, por exemplo, estão trabalhando no tema da biometeorologia, ou seja, a relação entre meteorologia e os seres, principalmente os humanos. Um dos projetos nesse contexto é o desenvolvimento de um Índice Municipal de Risco Climático à Saúde do Idoso, voltado ao diagnóstico espacial, e um Índice Sazonal de Risco que combine fatores como calor, noites quentes, umidade, incêndios/queimadas (poluição atmosférica), chuva extrema e vulnerabilidade socioeconômica.
O professor da COPPE/UFRJ afirma, ainda, que também precisamos adaptar as cidades com a ampliação da arborização e das áreas sombreadas, o que melhora a ventilação das residências, garantir disponibilidade de água e criar ambientes públicos seguros e climatizados durante ondas de calor. “De uma maneira geral, na área da saúde, a previsão meteorológica precisa estar integrada à atenção básica. Se sabemos que teremos quatro ou cinco dias de calor excepcional, por exemplo, podemos antecipar ações junto aos idosos mais vulneráveis, em vez de esperar aumentar a procura pelas emergências. O que posso deixar como resumo é que precisamos deixar de tratar clima e envelhecimento como assuntos separados. Uma população que vive mais também precisa viver em cidades preparadas para uma variabilidade climática e para eventos meteorológicos mais extremos.”
O professor Jorge Félix complementa ser necessário repensar as estruturas de socorro, atendimento e cuidado nos municípios: “Primeiro, é fundamental que a cidade saiba onde estão essas pessoas mais vulneráveis, sobretudo as pessoas idosas dependentes, monitorar a situação nos casos de alerta. As equipes de bombeiros e outros serviços devem receber treinamento especial. Em alguns lugares, já existem essas experiências. Na Califórnia, por exemplo, existe um programa inclusive de treinamentos de cuidadoras de idosos para o caso de eventos extremos”.
Seguro digital e Telemedicina
De acordo com o Dr. Edgar Gil Rizzatti, do Grupo Fleury, a saúde digital e a telemedicina ganham importância no atual cenário de eventos climáticos por permitirem atendimento, triagem, orientação e acompanhamento de pacientes mesmo quando eventos extremos dificultam o deslocamento ou afetam a infraestrutura da saúde: “A emergência climática tende a ampliar desafios para os sistemas de saúde, especialmente diante da maior frequência de eventos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e surtos epidemiológicos. Nesse cenário, a saúde digital ganha ainda mais relevância como parte da capacidade de resposta do sistema. A telemedicina permite ampliar o acesso à assistência em momentos de maior demanda, com atendimento, triagem, orientação e acompanhamento de pacientes sem a necessidade de deslocamento. Isso se torna especialmente importante em situações em que eventos climáticos comprometem a mobilidade ou o funcionamento da infraestrutura de saúde”.
O Grupo Fleury também prepara o Fleury Lifecare, projeto que receberá investimento de R$ 35 milhões e que amplia a abordagem da longevidade para públicos mais jovens. O serviço foi concebido para pessoas a partir dos 35 anos que buscam desenvolver uma estratégia de saúde para as próximas décadas. O modelo considera seis dimensões relacionadas à saúde e à qualidade de vida: alimentação, movimento e exercício, sono, gerenciamento do estresse, saúde sexual e menopausa e conexão social. A partir de uma avaliação individualizada, o paciente terá uma jornada contínua de acompanhamento. Um aplicativo permitirá ainda a visualização de um mapa multidimensional da saúde: “Em vez de esperar o envelhecimento trazer determinadas condições para então agir, buscamos começar mais cedo, identificando fatores de risco, acompanhando indicadores de saúde e apoiando mudanças que podem produzir efeitos ao longo das próximas décadas”, explica Rizzatti.
Maior base de segurados
A Diretora de Sustentabilidade da CNseg observou que ainda existe a percepção de que seguro é caro, mas já existem produtos com valores de R$ 10 ou R$ 15 por mês, incluindo seguros para acidentes pessoais e residências. A CNseg, inclusive, lembrou Claudia Prates, mantém uma comissão permanente para desenvolvimento do mercado de seguros para levar proteção justamente às populações mais vulneráveis.
“Mas ampliar essa base não depende apenas de oferecer produtos mais baratos. É preciso aumentar a escala da contratação e pulverizar o risco. Quanto maior a base de segurados, maior a capacidade de diluição dos riscos e, consequentemente, de tornar os preços mais eficientes e acessíveis. Hoje, a baixa pulverização cria um ciclo pouco virtuoso: a contratação se concentra entre aqueles que percebem maior risco, os prêmios podem ficar mais elevados e isso, por sua vez, dificulta a entrada de novos consumidores. Também é necessário mudar a percepção sobre o seguro. As pessoas precisam compreender o seguro como um investimento e uma ferramenta de adaptação, e não simplesmente como uma despesa que só faz sentido quando ocorre um evento adverso”, analisa Claudia.
Claudia Prates reforça que idosos não são um grupo homogêneo. Renda, condição de saúde, localização geográfica e acesso a serviços determinam graus muito diferentes de vulnerabilidade, e isso precisa orientar qualquer política de preparação, para que ela chegue de fato a quem está mais exposto e não apenas à parcela da terceira idade com mais recursos. “Por isso, a preparação precisa atuar em várias frentes ao mesmo tempo: prevenção, informação, sistemas de alerta acessíveis e planejamento urbano e comunitário que considerem a mobilidade reduzida como fator central, não um detalhe. Isso envolve também o sistema de saúde. O setor de saúde suplementar, incluindo a ANS e as operadoras, especialmente as com rede própria, tem papel relevante em manter serviços em prontidão diante de eventos extremos”, comenta.
Bruna Guimarães, do iCS, cita que serviços de atenção primária precisam estar preparados para antecipar possíveis aumentos de demanda provocados por eventos climáticos extremos: “O sistema de saúde precisa conseguir antecipar esse possível aumento de demanda provocado pelos eventos climáticos extremos e reconhecer problemas de saúde associados ao clima para direcionar essas demandas antes que elas se agravem”, destaca.










