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ROG.e 2026: indústria global de petróleo & gás alavanca negócios

Festival energia, a ROG.e 2026 se consolida como um dos maiores hubs globais de diálogos, negócios e cultura do setor, mas desafios regulatórios são entraves para os investimentos.

POR LUIZ ANTÔNIO GAULIA, COLUNISTA DE PLURALE

A indústria de petróleo e gás no Brasil vive um momento de expressivo progresso e expansão, consolidando-se como um dos pilares estratégicos para o crescimento econômico do país. As expectativas são grandes diante do potencial de geração de valor compartilhado. No entanto, o setor enfrenta gargalos decisivos para acelerar seu potencial, com destaque para a rigidez e a morosidade das exigências ambientais, que impõem desafios operacionais e burocráticos ao ritmo dos investimentos e janelas de oportunidade nos ciclos de alta demanda do mercado.

Apesar do potencial geológico de classe mundial que coloca o Brasil entre os dez maiores exportadores globais de petróleo, gigantes do setor energético alertam que incertezas regulatórias, fiscais e a morosidade no licenciamento ambiental colocam em risco novos investimentos no país. Não se trata de afrouxar regras, mas de permitir a agilidade para investir e criar valor compartilhado.

Diálogos da ROG.e.

Durante painel nos Diálogos da ROG.e, executivos de Repsol Sinopec, TotalEnergies, Chevron e Galp destacaram que empreendimentos offshore exigem aportes bilionários e ciclos de maturação de até quatro décadas, enfrentando uma competição acirrada por capital com novos hotspots regionais, como Guiana e Suriname. Como exemplo dos entraves, o presidente da TotalEnergies no Brasil alertou que esperas de dois a três anos apenas por definições ambientais comprometem a competitividade dos blocos, enquanto a Repsol Sinopec reafirmou o protagonismo do gás nacional ao detalhar o mega empreendimento Raia - um projeto de gás natural no pré-sal da Bacia de Campos de US$ 9,2 bilhões focado com geração de 50 mil empregos.

A manutenção da atratividade do mercado brasileiro dependerá da capacidade do país em garantir estabilidade contratual, previsibilidade nas regras e continuidade no calendário de leilões de E&P. Representantes da Galp e da Chevron - que expandiu recentemente sua presença exploratória para as bacias do Amapá e de Pelotas - enfatizaram que, embora o pré-sal responda por cerca de 80% da produção nacional, a transformação desse gigantesco patrimônio geológico em desenvolvimento socioeconômico exige agilidade no ambiente de negócios "acima da superfície".

A indústria reforçou que a combinação de escala, tecnologia e menor pegada de carbono só se converterá em novos ciclos de investimento e progresso social se o Brasil mantiver segurança jurídica e eficiência regulatória frente aos seus concorrentes internacionais.

ROG.e 2026: mais energia na economia do Rio de Janeiro.

A ROG.e 2026 reuniu 83 mil visitantes - um crescimento de cerca de 10% em relação a 2024 - impulsionado pela atração de públicos de fora do Estado do Rio de Janeiro (44% do total) e pelo envolvimento de 77 países, o que representou um salto de 29% na presença internacional, segundo dados da organização do evento.O impacto positivo na economia fluminense somou R$ 593 milhões, elevando a ocupação hoteleira da cidade a 84% e gerando 13.881 empregos diretos na operação do evento.

?O balanço final traz números superlativos também no ambiente de negócios: mais de 670 expositores, 100 patrocinadores, 57 startups, 924 trabalhos técnicos apresentados no congresso e projeções de contratos unitários que superam a barreira dos R$ 100 milhões.

Fora das arenas de debate e dos pavilhões de expositores, a força da marca da ROG.e transbordou para a cidade, reunindo mais de 1 mil corredores na Energy Run e promovendo sete grandes atrações musicais durante o ROG.e Fest, com artistas de renome nacional.

Os números da ROG.e consolidam o Rio de Janeiro como capital do óleo e do gás global. Aqui, a energia das pessoas move negócios, diversidade, cultura, esporte e a economia. Trata-se de um ganho concreto, a despeito da ausência do Prefeito e do Governador do Estado, que não compareceram na abertura para prestigiar um festival de alcance global e tamanha grandiosidade para o Rio.

(*) Os artigos de opinião são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião de Plurale.







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